Ato político cultural na Cinelândia chama atenção para justiça climática e violência contra defensores climáticos.

Em 2023, 196 pessoas foram mortas por defenderem causas ambientais e territoriais. No dia 04 de fevereiro, a Cúpula dos Povos Rumo à COP 30 ocupou espaços da Cinelândia, área central da capital carioca, com o Ato Político-Cultural por Justiça Climática que teve como tema “A COP já começou! Todos os rios levam à Belém”. Representantes de movimentos sociais, artistas e organizações nacionais, internacionais e locais fizeram ecoar a mensagem da Cúpula, as lutas dos territórios e dos defensores climáticos. Com bandeiras e a ajuda de um carro som, os manifestantes se revezaram nas falas sobre a importância dos coletivos e da população em geral se envolverem cada vez mais na construção da agenda global do clima. A COP 30, que acontecerá no Brasil pela primeira vez é vista como uma grande oportunidade tanto para que as demandas populares sejam incorporadas à agenda da Conferência quanto para pressionar os governos dos países a assumirem compromissos com pautas sociais históricas. Osver Polo Carrasco, representante da Climate Action Network (CAN Latino América), destacou a urgência da mobilização coletiva. “A ação climática é de nossa responsabilidade. Nós temos que mudar isso, temos que lutar e promover essa transformação para o bem-estar das futuras gerações”, falou.” Segundo ele, a falta de avanços nas negociações climáticas exige uma resposta forte da sociedade civil. “Não há outro plano B, é o único que temos que salvar”, enfatizou. Durante o evento, Eduardo Giesen, coordenador para a América Latina e o Caribe da Campanha Global por Justiça Climática, também ressaltou a importância da mobilização coletiva para enfrentar a crise ambiental. “Estamos aqui para exigir justiça climática e construir alianças que fortaleçam nossa luta”, pontuou. Segundo ele, a pressão da sociedade civil é fundamental para garantir compromissos reais e eficazes na defesa do planeta. Mural homenageou defensores climáticos pelo legado de luta A intervenção artística “Quem defende o clima defende a vida” transformou parte do tapume de obra em frente à Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro em um mural em homenagem aos lutadores climáticos que foram assassinados. Todos lutaram por direitos humanos e a maioria teve uma atuação militante diretamente relacionada à pauta ambiental, como Chico Mendes e Dorothy Stang. No mural, foram expostos 30 rostos de militantes dos direitos socioambientais que dedicaram a vida à causa e por isso foram assassinados. Até o momento, ainda não há um levantamento consolidado sobre o número de assassinatos de ativistas ambientais em 2024. No entanto, o relatório mais recente da Global Witness, publicado em setembro de 2024, revelou que 196 pessoas foram mortas em 2023 por defenderem causas ambientais e territoriais. A Colômbia foi o país com maior número de casos, registrando 79 assassinatos, seguida pelo Brasil, com 25 vítimas. A América Latina segue como a região mais perigosa para defensores ambientais, concentrando 85% dos crimes registrados no período. Desde 2012, a Global Witness já documentou mais de 2.100 assassinatos relacionados à defesa do meio ambiente no mundo. “É importante lembrar que a luta por direitos humanos e a luta por justiça climática estão intimamente ligadas porque nos territórios e nos lugares onde existe mais desigualdade, mais negação de direitos é onde também o desequilíbrio climático afeta mais gravemente”, observa Melisandra Trentin, da Justiça Global. “Essa foi uma singela homenagem pra que a gente veja que as lutas estão conectadas. A luta, hoje, pelo clima, é uma luta antissistêmica, é uma luta pela vida nas suas diversas formas de existência, territorial, no seu modo de vida. Temos aqui Chico Mendes, mas também a companheira Mariele Franco que tombou por ser uma resistência com o seu corpo, com as suas lutas por direitos humanos”, completou Cristina.

Saiu na imprensa: Futuro Possível | Ato por justiça climática ocorre nesta terça-feira (4) no centro do Rio de Janeiro

Mobilização é organizada pela Cúpula dos Povos Rumo à COP 30 que ocorre de 12 a 16 de novembro em Belém (PA) Nesta terça-feira (4), movimentos sociais, artistas e representantes de organizações internacionais, realizarão um ato simbólico para dar visibilidade às lutas por justiça climática, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, a partir das 17h. A organização da atividade é da Cúpula dos Povos Rumo à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que ocorre em novembro na cidade de Belém, no Pará. “Nosso ato é para reverberar nossas pautas sobre o avanço das mudanças climáticas. Estamos sentindo na pele as modificações do clima. Os projetos desenvolvimentistas avançam com a exploração predatória dos nossos bens naturais, e essa exploração tem acarretado consequências desastrosas para nós, principalmente para os povos do Sul Global. A seca na Amazônia e as enchentes no Sul do Brasil são exemplos reais da aceleração das mudanças climáticas”, explica Izabely Miranda, da direção nacional do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), uma das organizações responsáveis pela Cúpula ao Brasil de Fato. A mobilização da Cúpula dos Povos retoma o histórico brasileiro de receber grandes encontros nacionais com processos de organização protagonizados pela sociedade civil, como a Rio 92 e a Rio+20. Além do ato, a Cúpula dos Povos está realizando uma série de reuniões ao longo desta semana com a presença de representantes de países da África, Ásia, América e Europa. Segundo os organizadores, o encontro tem como objetivo principal traçar uma estratégia coletiva de mobilização para fortalecer a incidência global nas negociações climáticas, construir o caminho e calendário ao longo dos próximos 10 meses de ações conjuntas para fortalecer a incidência sob as metas e resultados da Conferência e engajar populações locais, povos indígenas, comunidades originarias e tradicionais, atingidos por eventos climáticos extremos nesse processo. “É urgente que as grandes multinacionais, responsáveis por diversos crimes socioambientais, sejam responsabilizadas. Se elas não pararem, chegaremos ao ponto de não retorno. É fundamental priorizar a pauta climática”, ressalta Miranda. Serviço: Ato por Justiça Climática Onde: Cinelândia, centro do Rio de Janeiro Data: Terça-feira (4) de fevereiro Horário: 17h Editado por: Jaqueline Deister Reproduzido do portal do Brasil de Fato. Clique AQUI.

Saiu na imprensa: No ano da COP-30, movimentos fortalecem construção da Cúpula dos Povos

Brasil de Fato Reportagem de Mariana Castro Chegamos ao ano da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que deve reunir os principais líderes mundiais no Brasil. Em todo o mundo, mais de 400 movimentos populares e organizações da sociedade civil constroem também a Cúpula dos Povos. O evento paralelo à COP-30 deve denunciar falhas no combate à crise climática e apresentar pautas de reivindicações populares. Clique AQUI

Cúpula dos Povos Rumo à COP 30 fortalece a internacionalização com atividades e participação em protestos, em Baku.

Durante a COP 29, realizada entre os dias 11 e 22 de novembro de 2024, em Baku, Azerbaijão, a Cúpula dos Povos Rumo à COP 30 deu passos significativos para ampliar a voz das comunidades resilientes e fortalecer a construção do processo autônomo que culminará na Cúpula em Belém, em 2025. A Cúpula realizou duas atividades estratégicas voltadas para a discussão da construção de um espaço autônomo, aberto a organizações, movimentos sociais e redes que entendem que as soluções para a crise climática devem emergir das vivências e saberes das comunidades que protegem e convivem com os biomas. Além disso, a participação nos espaços e protestos foi marcada por intervenções contundentes, como a de Thuane Nascimento, da Perifa Connection e da Coalizão Negra por Direitos. Thuane destacou a importância de um espaço para debater as demandas das pessoas afrodescendentes nas conferências climáticas. “Nós não temos ainda um espaço para poder debater uma Constituinte das pessoas afrodescendentes. Seria incrível se o Brasil tomasse à frente dessa causa e, como presidência da COP, colocasse isso na mesa: queremos que as pessoas afrodescendentes, as pessoas negras, como falamos em nosso país, tenham espaço também para debater suas demandas nos espaços da Conferência das Nações Unidas para a Mudança do Clima, as COP”, disse. A Cúpula dos Povos tem articulado esse debate e seguirá mobilizando para que a pauta racial esteja presente na agenda climática global antes, durante e depois da COP 30. A presença em Baku foi fundamental para estreitar laços com movimentos internacionais, fortalecer o internacionalismo das lutas e consolidar a participação popular nos processos de decisão sobre a crise climática. Com mais de 400 organizações assinando a Carta Política da Cúpula e 325 participantes na última Plenária Virtual, realizada em 8 de novembro, o compromisso de construir um processo autônomo, popular e representativo segue firme. A Cúpula dos Povos reafirma que a Amazônia é nossa, e o futuro é agora.

Justiça Climática e Florestas: A sociedade civil promete unir-se em torno de uma agenda comum de justiça climática para a Cúpula dos Povos de Belém durante a COP30.

Rejeitando a “violência do carbono” cometida contra as comunidades por meio de compensações florestais e financiamento que leva à “dívida climática”, as comunidades planejam defender soluções reais para o clima na COP30. Baku, 21 de novembro de 2024 – Em uma coletiva de imprensa realizada na quarta-feira, perto do fim da 29ª Cúpula do Clima da ONU (COP29) em Baku, Azerbaijão, representantes da Global Forest Coalition fizeram uma avaliação contundente da falta de progresso no combate às causas das mudanças climáticas, sugerindo que a esperança para o futuro reside nos movimentos sociais e nas comunidades que oferecem soluções reais para o problema, em vez de falsas soluções baseadas no mercado, defendidas por governos e empresas nas negociações. “Já se passaram 32 anos desde a Declaração do Rio e estamos na 29ª COP . Também estamos à beira de um ponto de inflexão”, disse Souparna Lahiri, consultora sênior de clima e biodiversidade da GFC . “Mas estamos respondendo adequadamente? Não estamos ainda adiando, desviando a atenção e negando que a crise climática está piorando? A UNFCCC está falhando… nossos governos estão falhando com o povo.” Lahiri prosseguiu: “Nossas demandas e preocupações estão sendo cada vez mais ignoradas neste espaço. As comunidades, além de sofrerem o impacto mais severo da crise climática, enfrentam crescente opressão no terreno. Qualquer menção a povos indígenas, pequenos agricultores, mulheres ou jovens é suprimida nas salas de negociação. Qualquer menção a ações concretas é bloqueada nas salas de negociação”. Fora das salas de negociação, grupos e líderes da sociedade civil estão se unindo para “criar nossos próprios espaços”, sugeriram os porta-vozes da GFC. Um exemplo disso é a Declaração Florestal de Baku, divulgada em 19 de novembro e assinada por mais de 30 organizações da Ásia Central e do mundo. O coordenador regional da GFC para a Ásia Central afirmou que a Declaração Florestal de Baku “exorta a uma mudança de paradigma nas negociações climáticas para priorizar a proteção das florestas, os direitos dos povos indígenas e a justiça climática”. “Conclamamos os negociadores e governos a reconhecerem que a hora de agir é agora; se não protegermos nossas florestas, falharemos com o planeta e com as futuras gerações”, disse ele. Ele sugeriu que grupos da sociedade civil emitam outra declaração conjunta sobre a proteção florestal baseada em direitos, especificamente na região amazônica, durante a Conferência do Clima do próximo ano em Belém, Brasil. Linda Gonzalez, da Censat Água Viva, na Colômbia , e membro da GFC, concordou que o trabalho mais empolgante e eficaz para enfrentar a crise climática está vindo da base. As COPs não trouxeram grandes mudanças políticas, mas estabeleceram conexões entre movimentos sociais, que são fundamentais para o avanço da justiça ambiental, social, econômica e de gênero. Precisamos de condições para uma participação real, e os países e negociadores devem ouvi-los atentamente. A solução não pode vir daqueles que causaram as crises climática e ambiental, nem dos mercados de carbono ou de biodiversidade, que beneficiam instituições financeiras e empresas. Ela exige o reconhecimento de uma dívida histórica e ecológica que requer reparação urgente. A Global Forest Coalition, uma rede com mais de 130 grupos em todo o mundo, tem consistentemente apontado as falhas de programas como o REDD+ , que se tornou uma falsa solução para as mudanças climáticas preferida por atores corporativos nas negociações da ONU, assim como a geoengenharia ou a bioenergia proveniente de monoculturas de árvores. A GFC afirma que as falsas soluções muitas vezes consideram — e comercializam — elementos da natureza de forma isolada. Nnimmo Bassey, da Nigéria, diretor da Fundação Saúde da Mãe Terra , falou sobre a “violência do carbono” cometida contra as comunidades quando florestas e outros elementos dos ecossistemas são explorados como meros “sumidouros de carbono”. Bassey enfatizou a necessidade de “garantir que as vozes das vítimas da violência relacionada ao carbono em todo o mundo sejam ouvidas”. A violência relacionada ao carbono está sendo perpetuada em todos os poços de petróleo do Sul Global, especialmente; está sendo perpetuada em florestas designadas para créditos de carbono. Tudo isso está causando violência às comunidades que dependem das florestas. E não podemos ir à Amazônia e começar a amplificar os mesmos problemas. Para avançar com ações significativas em relação às mudanças climáticas, Maureen Santos, da FASE Brasil, enfatizou a necessidade de reexaminar conceitos talvez deliberadamente vagos, como “financiamento climático”, “ação climática” e “integridade ambiental”, e ser mais específico sobre o tipo de financiamento e o tipo de ação necessários. “Queremos financiamento para a justiça climática, não queremos dívida climática”, disse Santos. Ela criticou a dupla contabilização das compensações de florestas e biodiversidade e os esforços de conservação em estilo fortaleza, enfatizando que “As florestas abrigam pessoas, não se trata apenas de biodiversidade distante”. Santos destacou os preparativos para a Cúpula dos Povos paralela à COP30 em Belém, afirmando que “a ideia é criar uma agenda comum para o próximo ano, para que possamos permanecer nesse processo, não apenas na América Latina e na Amazônia, mas em todo o mundo”, com mobilizações simultâneas para “canalizar nossas propostas para esses espaços que precisam de mudança”. REPRODUÇÃO DO SITE DA GLOBAL FOREST COALITION (GFC).

Justiça Climática e Florestas: Líderes latino-americanos e o caminho para a COP30 em Belém

COMUNICADO DE IMPRENSA DA EXIGÊNCIA DE JUSTIÇA CLIMÁTICA:Líderes latino-americanos e o caminho para a COP30 em Belém BAKU, AZERBAIJÃO, 18 NOV 24 – Ativistas climáticos da América Latina e do Caribe direcionaram suas demandas para a segunda semana da COP29, concentrando-se nos danos que a aprovação do Artigo 6.4 pode causar no processo da UNFCCC e nas baixas expectativas quanto à vontade política de fornecer fundos, especialmente para perdas e danos, bem como para a redução de emissões no setor agrícola. Apesar do resultado incerto das negociações em Baku, particularmente sobre os mercados de carbono e as falsas soluções, a América Latina já está construindo o caminho para Belém no próximo ano, onde a Cúpula dos Povos deverá pressionar a Presidência brasileira da COP30 e reduzir o impacto da crise climática sobre as comunidades. Maureen Santos, FASE “A Cúpula dos Povos rumo à COP 30 em Belém será uma oportunidade para que movimentos e organizações sociais fortaleçam o movimento global por justiça climática, direitos à terra e transformação socioambiental. Convocando um processo de convergência autônomo e popular, com protagonismo de organizações da Amazônia, da América Latina e do Sul Global, nosso objetivo é mobilizar e pressionar por soluções climáticas reais e uma transição justa e popular.” Jesús Vázquez Negrón, La Vía Campesina Internacional (Porto Rico) “Ao longo da última década, governos neoliberais poderosos, agronegócios transnacionais e corporações multinacionais têm impulsionado soluções baseadas no mercado e na tecnologia. Eles continuam a destruir nossa casa e sabemos que ninguém mais virá atrás de nós, a não ser nós mesmos. Promovemos e praticamos a Agroecologia como a solução sistêmica para alcançar a Soberania Alimentar e a Justiça Social, produzindo 70% dos alimentos do mundo em aproximadamente 30% das terras aráveis ​​disponíveis. Em La Vía Campesina, nos comprometemos a continuar cumprindo a sagrada responsabilidade de alimentar o mundo, sustentando a vida enquanto defendemos e cuidamos dos bens comuns naturais.” Andrea Echeverri, Coalizão Florestal Global (Colômbia) “Os agronegócios associados à pecuária insustentável são uma das principais causas de injustiças ambientais e sociais. Essa questão deve ser central para a ação climática, pois o crescente poder corporativo das grandes empresas de carne e laticínios nessas negociações, participando de iniciativas paralelas com múltiplas partes interessadas, permite a consolidação de falsas soluções e narrativas.” Ivonne Yánez, Acción Ecológica (Equador) “Os países poluidores devem pagar uma multa, e não uma taxa, para continuarem poluindo. Uma multa tem a ver com o reconhecimento da dívida ecológica. Uma multa representa impunidade e está relacionada a tudo o que foi negociado nesta e em COPs anteriores.” Adrián Martínez, La Ruta del Clima “Perdas e danos são uma prioridade para as nossas comunidades. O fornecimento de recursos financeiros deve estar incluído nos compromissos assumidos na COP29. Não aceitamos acordos que violem as obrigações históricas dos países desenvolvidos, que são a causa desta crise. As negociações não podem ir além do quadro legal; temos o direito de ter os danos reparados. O NCQG deve fornecer os fundos para perdas e danos.” Reprodução do site da Global Forest Coalition

Comitiva marca presença na COP 29 em Baku, Azerbaijão: um grito por justiça climática e a construção de um futuro mais justo e sustentável.

Movimentos sociais, organizações da sociedade civil, redes e povos tradicionais do Brasil e do Sul Global estão preparando a Cúpula dos Povos Rumo à COP 30. As articulações que começaram em 2023 estão ganhando reforço com a participação na COP 29, em Baku (Azerbaijão), e continuarão até novembro de 2025 quando será realizado um grande evento para cerca de 15 mil pessoas em paralelo à COP30. A meta é pressionar os governos do mundo todo, a partir do Brasil, para adotar soluções reais para enfrentar a crise climática e isso só será feito com o protagonismo dos povos e movimentos. A Cúpula reúne em torno de 400 organizações, entre internacionais, nacionais e locais, sendo que 120 são signatárias da carta política construída coletivamente nas plenárias realizadas desde 2023. Todas elas atuam historicamente junto às comunidades e povos tradicionais que ocupam os espaços de diversos biomas de forma sustentável porque produzem e comercializam os bens diversos e com técnicas não extensivas, a base da agroecologia. A Cúpula é um espaço de convergência da atuação dessas organizações e redes em torno de pautas comuns. A partir dessa confluência, foram construídas bandeiras políticas que estão sendo defendidas nos espaços políticos nacionais e internacionais de tomada de decisão. Entre elas, o financiamento climático justo, o combate às falsas soluções, a governança global, efetiva participação popular, a agroecologia, soberania e segurança alimentar e nutricional frente à crise climática. Durante a COP 29, em Baku, Azerbaijão, representantes da Cúpula estão presentes com atividades que têm suas organizações membro compondo mesas e com atividades próprias. Em cada espaço ocupado são reforçadas as pautas de justiça climática e social. Nesta quinta-feira, 21, a comitiva do Operativo Nacional responsável pela organização da Cúpula realizará a segunda atividade de diálogo direto com novos parceiros. Em um contexto de crescente crise climática e ambiental, os representantes da Cúpula exigem ações urgentes e eficazes para enfrentar os impactos devastadores das mudanças climáticas, especialmente para os povos e territórios mais vulneráveis, como as populações indígenas, negras, feministas, camponesas e as comunidades periféricas que sofrem mais com as enchentes, secas extremas e queimadas e desastres causados por grandes empreendimentos corporativos. A Cúpula dos Povos exige a inclusão das comunidades mais afetadas pelas mudanças climáticas nas decisões globais e reafirmou a necessidade de uma governança climática que respeite os direitos humanos, a soberania dos povos e os saberes ancestrais. Caminho até a COP 30: A Luta por um Futuro Justo O encontro de Baku foi uma oportunidade para fortalecer a unidade entre as organizações membro e estabelecer os próximos passos rumo à realização de uma Cúpula autônoma durante a COP 30, em Belém, em 2025. O objetivo é ampliar a pressão sobre os governos, promover alternativas sustentáveis e garantir que as vozes dos povos mais afetados pelas mudanças climáticas sejam ouvidas e respeitadas. A Cúpula dos Povos exige ações concretas para combater a financeirização da natureza, a destruição dos territórios tradicionais e as ameaças aos defensores ambientais. Assim como a Cúpula dos Povos realizada no Rio de Janeiro, durante a Rio+20, representa a força da sociedade civil global em um momento crítico da luta pela justiça climática. Com uma agenda inclusiva que abrange as diversidades de gênero, raça, classe e origem, a Cúpula propõe soluções reais para a crise climática e exige mudanças profundas no modelo econômico global. Sua realização em Belém, na Amazônia, em 2025, será um marco histórico para a luta em defesa dos povos e da natureza. A imprensa desempenha um papel fundamental na amplificação dessas vozes e no fortalecimento da pressão sobre governos e corporações para que se comprometam com soluções verdadeiramente transformadoras. Convidamos jornalistas e veículos de mídia a cobrir as próximas etapas da Cúpula dos Povos, entrevistar seus representantes e dar visibilidade à luta de milhões de pessoas ao redor do mundo que exigem um futuro mais justo, sustentável e digno para todos. #CúpulaDosPovos #CumbredelosPueblos #COP30 #JustiçaClimática #Amazônia #TransiçãoJusta #DireitosHumanos Contato para Entrevistas e Mais Informações: Assessoria de Comunicação Sandra Rocha – (91) 98517-4896 comunicacaonacional@cupuladospovoscop30 Siga nossa rede no Instagram @cupuladospovoscop30  

Construindo Pontes Globais: Evento da Cúpula dos Povos na COP-16 reúne mais de 80 participantes de todos os continentes.

No dia 27 de outubro, a Cúpula dos Povos rumo à COP-30 realizou uma atividade na Zona Verde da COP-16, em Cali, na Colômbia. O evento contou com o apoio da Climate and Land Use Alliance (CLUA) e reuniu mais de 80 pessoas de todos os continentes. Durante a atividade, os membros do Grupo Operativo da Cúpula apresentaram o caminho trilhado desde o lançamento da Cúpula, em novembro de 2023, até o momento. Foram compartilhadas as definições metodológicas e os pactos firmados entre as mais de 300 organizações brasileiras que já integram a Cúpula. O principal objetivo do evento foi aproveitar a presença de organizações e movimentos internacionais na COP-16 para envolver atores de todo o planeta na construção e realização da Cúpula dos Povos rumo à COP-30. Os painelistas colombianos compartilharam suas experiências de participação social na Zona Verde da COP-16, enquanto outras intervenções internacionais discutiram as expectativas para a Cúpula dos Povos e os desafios para a internacionalização do processo. Movidos por essas discussões, os participantes apresentaram suas expectativas para a Cúpula dos Povos e debateram como fortalecer o processo de construção coletiva a partir de diferentes países. A diversidade de vozes e perspectivas fortalece a construção de um movimento global robusto e inclusivo, fundamental para enfrentar os desafios climáticos e sociais do nosso tempo. A 16ª Conferência das Partes (COP-16) é um encontro internacional sobre mudanças climáticas, realizado sob a égide da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Para os movimentos sociais, a COP-16 representa um espaço vital para a participação popular, permitindo que vozes marginalizadas e comunidades afetadas pelas mudanças climáticas influenciem as decisões globais. A Zona Verde, em particular, é um ambiente dedicado à sociedade civil, onde ocorrem debates, atividades culturais e trocas de experiências que ampliam a democratização das discussões climáticas.