Movimentos populares articulam entrega de propostas e cobram participação efetiva na conferência do clima

Em julho, o ato “Mutirão dos Povos” em frente ao Centro de Convenções de Belém, exigiu participação popular na COP30 – João Paulo Guimarães
A confirmação ocorreu durante reunião, nesta segunda-feira (11), entre a Comissão Política da Cúpula e representantes da COP30. O encontro contou com a presença de Lago, da diretora executiva da conferência, Ana Toni, e de lideranças de organizações nacionais e internacionais, como a Via Campesina, a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), a Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), o Comitê Brasileiro de Defensores de Direitos Humanos, a Global Campaign to Demand Climate Justice, a Friends of the Earth International e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

O presidente da COP30 reconheceu a Cúpula como espaço legítimo de articulação dos movimentos populares e defendeu que as propostas discutidas sejam incorporadas à agenda oficial. Ele sugeriu ampliar a integração com a agenda de ação e com os canais de diálogo da conferência, de forma a incluir o acúmulo de debates e experiências do evento paralelo.
Além da entrega da declaração, as organizações apresentaram demandas relacionadas à participação efetiva de suas lideranças nos espaços oficiais, incluindo a distribuição de credenciais para entidades de base. Também pediram garantias para a livre manifestação durante a conferência, especialmente para atos em solidariedade ao povo palestino, que em outras edições foram alvo de restrições.